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Monday, January 17, 2011

Temperatura máxima: -10 C

Hoje é feriado aqui: Martin Luter King Day. Está um dia bonito e ensolarado, sem neve, sem chuva, sem nuvens. Agora está fazendo menos 23 graus Celsius e a previsão da temperatura máxima será de menos 10 graus Celsius. Ótimo dia para ficar dormindo em casa.

Essa fotinho aí é da ponte do Rio Conecticut, que divide o Estado de New Hampshire e o Estado de Vermont. A idéia era mostrar que o rio está congelado.

Thursday, January 13, 2011

Inverno

Então, ontem teve uma nevasca e queria publicar umas fotinhos só para vocês sentirem o drama de viver num lugar que neva pra caramba. Como a cidade já está acostumada com o inverno, eles não cancelam aulas quando neva desse jeito.

Hoje eu acordei de manhã no horário normal e estava nevando muito. Tinha mais ou menos uns 15 cm de neve. Parece pouco e na foto fica lindo, mas eu atrasei para chegar na escola. Não, os professores não atrasaram porque como eles já são malandros eles checam a previsão do tempo antes de dormir. Então eles já sabiam que ia ter nevasca de noite e colocaram o relógio para despertar mais cedo.

Essa primeira foto aí eu tirei de dentro do carro, na rua perpendicular à rua da minha casa.







A segunda foto é do estacionamento da escola, que fica às margens do rio. Então os alunos tem que subir uma colina bem íngreme. Não dá pra ver direito na foto, mas tá nevando pra burro.

Esse cara charmoso de chapéu à direta é o Benoit.

O detalhe é que são 8h15 da manhã, estava todo mundo atrasado para a aula que começa pontualmente às 8h30. A gente ainda tinha que subir o morro, chegar na escola, tirar a neve de cima, trocar o sapato e guardar os casacos, luvas, chapéus nos armários...

... e a brasileira caipira aqui tirando foto!


Essa terceira foto eu tirei para que vocês tenham uma idéia do quanto nevou. A neve chegou a cobrir os pés do banco. Sério, foram 40 cm de neve.















As aulas acabaram às 15h e quando eu cheguei no estacionamento tinha, é claro, 40 cm de neve em cima do caro e dos lados. Nem precisa falar que o carro não saiu do lugar e ficou atolado.

Demorei 30 minutos para tirar a neve dos vidros da frente e de trás (em cima, dos lados, no capô e no porta malas eu nem me dou ao trabalho de tirar). Até que foi rápido porque um amigo meu tinha uma pá dentro do carro e me ajudou a tirar a neve ao redor do carro.



Na foto com a árvore dá pra ver a profundidade na neve. Incrível como nevou pra caramba e tudo na cidade continua normal. Tem aula normal, o pessoal vai trabalhar normal, tudo igualzinho! Só a conversa no elevador é que fica diferente: 'nossa que nevasca né?' ao invés de 'será que vai chover hoje?'

Depois, quando cheguei em casa, adivinha? Também tinha 40 cm de neve na vaga onde eu estaciono o carro. Pelo menos dessa vez eu tinha a pá em casa. Mesmo assim, gastei 50 minutos porque o volume de neve da vaga do estacionamento era bem maior do que o volume de neve que tinha entre o carro e a rua no estacionamento da escola. Um horror!

É pessoal, neve é bonita na fotografia e na televisão. Ao vivo é a maior lama!

Wednesday, January 12, 2011

Lavar roupa todo dia, que alegria!

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O saco do fim de semana é que tem que fazer todas as tarefas domésticas: lavar o banheiro (que você já viu que não é tarefa fácil porque não dá para jogar água e lavar tudo de uma vez), limpar a casa e lavar a roupa. Essa última parte é um saco ao quadrado. Isso porque as casas aqui não tem lavanderia (acredite, não tem tanque) e eu também não tenho máquina de lavar roupa porque é muito cara. Então eu uso a lavanderia comunitária que tem aqui na vila onde eu moro. A lavanderia tem 6 máquinas de lavar e 6 de secar e a maioria das pessoas lavam a roupa no fim de semana. Tem sempre uma máquina de secar quebrada o que, você já deve imaginar, compromete toda a logística do processo.


A lavanderia é comunitária, mas tem que pagar. Custa US$2.5 por ciclo de lavagem e mais US$2.50 por ciclo de secagem. Geralmente eu preciso de 2 ou 3 ciclos: um para lençol, toalhas, fronhas, pano de prato, outro para roupas brancas e outro para o resto. Teoricamente deveria ter mais um ciclo para roupas delicadas, mais eu não tenho grana e nem tempo para isso.

Esse negócio de separar as roupas parece bobagem (pelo menos eu achava que era bobagem), mas realmente faz diferença. O primeiro grupo (roupa de cama e cozinha) já enche uma máquina e como é tudo de algodão dá para lavar com água bem quente. As roupas brancas tem realmente que serem lavadas separadamente (aprendi isso a duras custas, tenho 3 calcinhas que eram brancas e agora elas são acinzentadas). Geralmente os lençóis não soltam tinta e eu até poderia lavar as roupas brancas junto. Mas acontece que a máquina já fica cheia com a roupa de cama e não vale a pena entuchar roupa na máquina porque aí fica tudo grudado e acaba não lavando a roupa muito bem.

Lavar demora de 38 a 40 minutos, dependendo do ciclo que você escolher. Até parece que 2 minutos fazem alguma diferença... Secar demora 50 minutos. Já viu que esses tempos também não ajudam muito na logística né. Bom, sempre tem fila para lavar nos finais de semana. Como demora mais que meia hora, o pessoal enche a máquina, liga e vai embora. O porre é que geralmente eles não voltam quando o ciclo termina (depois de 40 min). Mas até aí não tem problema porque geralmente não tem máquina de secar disponível mesmo. Mas tem uns folgados que voltam só depois de 2 horas! Ai, quero morrer quando isso acontece. Porque aí você tem 3 alternativas:

(A) colocar a roupa do indivíduo (cueca, calcinha entre outras peças peculiares) numa secadora disponível. Essa opção não é boa porque ninguém gosta de trabalhar (passar a roupa da máquina de lavar para a secadora é uma prestação de serviço sim e se você fizer muito acaba com dor nas costas) de graça para um ilustre desconhecido e acima de tudo folgado. Além disso, você não vai pagar para começar o ciclo de secagem. Então, já sabe que muito provavelmente você vai ter que esperar mais de 10 minutos depois de lavar para começar a secar a sua roupa. O pior é que você não sabe quando o sujeito vai decidir voltar para a lavanderia e começar o ciclo de secagem. Então, só deus sabe quando você vai conseguir secar sua roupa.

(B) voltar mais tarde e dar mais tempo para o folgado resolver aparecer. Mas essa alternativa também é ruim. Porque geralmente o cara aparece e antes de você voltar na lavanderia alguém foi lá e pegou a máquina, iniciando um novo ciclo de lavagem. Aí você tem que esperar mais 40 minutos.

(C) pegar a roupa do cara e jogar no chão, pisar em cima e sujar bem. Essa seria a melhor opção porque aí o cara vai ter de pegar a fila de novo para lavar e também porque quando você terminar de lavar a sua roupa vai ter uma secadora disponível imeditamente. Sem contar os benefícios educacionais, já que o cara vai aprender a nunca mais atrasar para transferir a roupa da lavadora para a secadora. Apesar de esta ser a minha alternativa preferida (talvez por influência dos genes do meu pai), eu acho melhor não usar porque é meio sacanagem fazer isso e também porque corre-se o imenso risco do cara chegar bem na hora que você está pissando na roupa dele.

Pô, esses caras tem celulares com milhões de aplicativos. Não é muito difícil de usar o alarme do celular para avisar que a roupa tá pronta. Uma vez eu deixei um post-it na máquina comentando a falta de consideração e a má-educação de tal comportamento, mas não acho que surtiu efeito algum.
 
Bom, o jeito é ter paciência. Quem manda ser pobre e não ter grana para comprar lavadora e secadora...
 
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Friday, October 15, 2010

Era um casa muito engraçada...

Atendendo a pedidos, segue uma fotinha da casa onde eu e meu namorado estamos morando. É essa aí da ponta esquerda e como vocês podem ver, as árvores estão com as folhas vermelhas e algumas já nem tem mais folhas. O inverno está quase aí...

Monday, October 11, 2010

National Coming Out Day

Pois é, hoje aqui nos Estados Unidos é o dia nacional de sair do armário. Isso mesmo. Os americanos têm um dia (11 de outubro) de conscientização e discussão sobre questões de gays, lésbicas, bisexuais e transexuais.

Todos os alunos aqui da escola receberam uma mensagem (parcialmente copiada abaixo) explicando o National Coming Out Day. E também receberam um adesivo para, se quiserem, demonstrar apoio. Achei muito legal.

Fiquei pensando que no Brasil ainda somos muito preconceituosos e hipócritas com questões como essa e que, talvez, um dia nacional de sair do armário até que seria interessante...

"Dear Tuck Community:



Why don’t lesbian, gay, bisexual and transgender (LGBT) people come “out of the closet”?


Sometimes people aren’t sure about their sexuality, sometimes they aren’t comfortable being honest about their sexuality, and sometimes they don’t have the support of their friends and families. We might not be able to change the first two, but we can change the last.


Tomorrow (Monday, Oct. 11th) Tuck will celebrate National Coming Out Day, when the LGBT community can show some effort, the reluctant among us may gain some courage, and the rest of us will have an opportunity to demonstrate support for our fellow LGBT classmates. Tomorrow we will honor the hard lessons we’ve learned over the last 20 years -- that “Silence=Death” and “Closets are for Clothes.”


(...)"

Monday, October 4, 2010

Paella

Uma das vantagens de morar no exterior é que se faz amigos de diversas nacionalidades. Por exemplo, hoje eu fui convidada para almoçar na casa de uns amigos. Um deles é espanhol e, como ele mesmo gosta de deixar bem claro, além de espanhol ele é valenciano.

Ele importou o arroz especial para fazer paella e também trouxe uma panela própria para o famoso prato valenciano. A paella foi feita no fogo a lenha, para que o arroz tenha o aroma da madeira queimada. Antes da paella a gente também saboreou tapas (alguns aperitivos): tortilla, mariscos com molho de alho e bacalhau com pimentão. Vixe, nem preciso falar que estava tudo à altura de um banquete divino.

Essa minha experiência no exterior está me expondo a 8 ou 80 em termos de comida. Nesse último ano, comi comida que dava vontade de vomitar, mas também experimentei umas coisas dignas de cardápio nobre!

Thursday, January 21, 2010

Meleca de nariz

Uma coisa curiosa que está acontecendo comigo aqui é o aumento da produção de meleca de nariz. Eu não estou falando daquela meleca mole que acontece quando a gente está resfriado, mas sim daquela caca mais sólida, que faz a gente querer "limpar o salão", sabe? Sério. No Brasil, geralmente tirar a meleca do nariz duas vezes por dia era suficiente para mantê-lo limpo. Eu não sei o que acontece aqui que eu tenho que limpar o nariz umas 4 ou 5 vezes por dia! (Mãe, fica tranquila que eu não estou fazendo isso em público.)

Andei pesquisando na internet e (não sei se é verdade, já que a fonte é meio duvidosa) mas prece que o nariz humano produz cerca de um copo de requeijão de muco por dia! Esse muco serve para proteger o organismo de sujeira, pó e germes que chegam pelo ar que a gente respira. Aí, os pelos fazem esse muco ir para a garganta (para ser engolido ou cuspido) ou para a parte mais externa do nariz (desculpe mas eu não sei os termos técnicos corretos). Bom, parece que o muco que vai para a parte mais externa fica ressecado pelo ar e se transforma na famosa caca a qual eu estou me referindo aqui.

Acho que a produção da meleca de nariz aumentou porque o ar aqui é muito seco. Além disso, com esse frio dos diabos que faz aqui, a gente fica o tempo todo em ambientes aquecidos, que devem ser mais secos ainda. Ainda não tive coragem de perguntar para outras pessoas se eles produzem muita meleca. Sei lá, fico meio sem-graça de conversar isso com os gringos aqui. De qualquer forma, já estou ficando cansada de tanta meleca!

Tuesday, October 13, 2009

Incidente com a polícia

Gente, as coisas por aqui estão realmente muito corridas, mas eu tinha que escrever esse causo.

Semana passada teve uma festa na escola de medicina e como estava chovendo, resolvi emprestar o carro do Thiago. Thiago é um amigo brazuca aqui da escola que foi para o Brasil no fim de semana só para o casamento do irmão dele. Então eu e mais dois amigos fomos na festa da medicina com o carro do Thiago. Estacionei o carro na rua, num lugar permitido estacionar e, porque era sábado a noite o parquímetro não estava cobrando. Quando voltamos para o carro, tinha um papel amarelo no vidro do motorista deixado pela polícia que dizia mais ou menos assim:

"Isto não é uma emergência, mas você deve ligar para a polícia (Seg-Sex) e perguntar sobre o incidente número XXX ocorrido dia tal a tal hora."

Eu fiquei simplesmente apavorada com o bilhete da polícia. Primeiro porque eu não sabia que a polícia deixava bilhete em carros. Que eu saiba eles deixam multa. Segundo porque para a polícia ter deixado um bilhete é porque alguma coisa grave aconteceu. Terceiro porque o carro não era meu e eu não tinha a menor idéia do que contar para o Thiago, que voltava na segunda.

Eu e meus amigos ficamos alguns bons minutos procurando alguma batida ou dano que poderia ter acontecido com o carro, mas não encontramos nada de diferente. Como o bilhete dizia que era para ligar de segunda a sexta, não tinha muito o que fazer a não ser esperar a segunda feira chegar.

No domingo o Thiago me mandou um email perguntado o que tinha acontecido com o carro dele porque a polícia queria falar com ele. Ai cacildis! Lá vai eu contar a história para o Thiago por email, mas sem saber explicar direito o que tinha acontecido. Depois de algumas horas ele me manda outro email dizendo que alguém da polícia deixou um recado para ele no Facebook, explicando o tal incidente.

Segundo o policial que escreveu no Facebook, uma mulher abriu o carro do Thiago achando que era o carro que ela tinha alugado e estacionado na mesma rua que eu. Primeiro ela abriu a porta do passageiro e colocou a bolsa no banco. Depois fechou a porta e se deu conta de que o carro trancou sozinho. Só que ela não conseguia mais abrir o carro. Então ela chamou a polícia, que abriu o carro e entregou a bolsa a ela depois de checar a identidade que estava dentro da bolsa. A polícia fechou o carro de novo e deixou o bilhete amarelo no vidro do motorista.

Bom, eu fiquei bastante aliviada com essa hitória, mas ainda não entendi como a mulher conseguiu abrir o carro. Ou a chave do carro dela abria o carro do Thiago e ela esqueceu a chave dentro do carro junto com a bolsa. Ou eu esqueci de trancar o carro e a mulher foi abrindo o primeiro carro que apareceu na frente dela.

Tem coisas que realmente só acontecem aqui. Onde mais a polícia deixa um bilhete no carro de alguém? Onde mais a polícia abre o carro alheio e tira um pertence lá de dentro e depois fecha de novo? E quando é que você ouviu falar da polícia dando explicações pelo Facebook? Parece que estou num lugar mágico, onde tuuuuudo pode acontecer...

Sunday, August 30, 2009

Armas e Bebidas

Não tem jeito, sempre que se pede uma bebida alcoólica por aqui o garçom pede a identidade. E tem que ser algum documento emitido pelo governo. Para os estudantes internacionais que ainda não tiraram a carteira de motorista (eu, por exemplo) eles exigem o passaporte. Além de verificar a data de nascimento (é preciso ter mais de 21 anos) eles ainda olham o visto. Eu não sei muito bem porque eles olham o visto. Será que eles venderiam bebidas a imigrantes ilegais?


É muito chato andar com o passaporte o tempo todo porque é um documento grande e ruim de carregar. Além disso, corre-se o risco de perdê-lo ou de alguém roubá-lo. Um dia estávamos num restaurante e um amigo brasileiro esqueceu o passaporte. Então eu disse para o garçom para trazer duas cervejas par mim e eu daria uma para o meu amigo, já que eu sabia que ele tinha mais de 21 anos. Mas o garçom falou que se eu fizesse isso ele iria pedir para eu me retirar no restaurante.

Eles levam muito a sério esse negócio de bebida por aqui. E o pessoal dos estabelecimentos comerciais morrem de medo de perder a licença para vender bebida alcoólica. Então eles cumprem a lei direitinho. Ah, além disso, na sessão de orientação aos estudantes internacionais, o pessoal da faculdade deixa bem claro que é proibido tomar bebida alcoólica em lugares públicos. Então, nada de comprar uma lata de cerveja e sair andando na calçada, bebendo uma gelada. Pique-nique na grama com bebida alcoólica também nem pensar.


Tudo bem, a gente pode até concluir que eles têm razão de fazer isso. Afinal, a gente já viu um monte de acidente por causa de gente bêbada. O que me causa espanto é o fato de eles venderem armas no Wall Mart. Não é contraditório? Tantas restrições para o consumo de bebida alcoólica enquanto se pode comprar um rifle no mercado!

Thursday, August 20, 2009

NY pra cachorro

Em frente a biblioteca que vou diariamente tem um parque (Tompkins Square Park) que tem espaço para cachorros! Um lugar onde as pessoas podem brincar com os cachorros soltos. Tem até piscina para os dogs!

Sunday, August 16, 2009

:-)


Tem uma cena no Forest Gump que eu só consegui entender agora (é eu sou bem lerda mesmo). Trata-se de quando o Forest Gump está correndo e limpa o rosto sujo de lama numa toalha e acaba fazendo o famoso desenho :-). Entao ele diz que a alguém resolveu colocar a estampa daquele desenho numa sacola. Eu nunca tinha visto uma sacola dessas antes, mas aqui em NY tem de monte!

Friday, August 7, 2009

Novidades da semana

Esta semana mudei para o apartamento do Paulo, um senhor brasileiro e viúvo que trabalha de protético. O apê até que é legal e consigo cozinhar para economizar um pouco. Tem uma laundry (lugar com máquinas de lavar roupa e secar) no térreo que os moradores podem usar, basta colocar créditos em um cartão. Ainda não usei. Quando usar, conto os detalhes.

Bom, para quem quiser passar uns dias em NY hospedando-se num lugar barato, eu recomendo o apartamento do Paulo. Tem a desvantagem de você ter de dividir o apartamento com ele, por isso não cabe muita gente, só duas ou três pessoas. É claro que não tem toda a mordomia de um hotel. Mas além de gastar pouco com hospedagem, você também vai poder ver a vida como ela é em Nova Iorque. Quem quiser o telefone dele, posta um comentário com email que eu mando.

Ah, também consegui comprar um celular. O iPhone é muuuuuuuuito legal!

Eu fiz cartão na biblioteca de New York e agora posso usar qualquer biblioteca da cidade. Muitas delas tem acesso a internet e isso é ótimo. Tem uma que fica bem pertinho do apartamento do Paulo.

O bar tender do restaurante que fica embaixo do hotel que eu estava é brasileiro. O nome dele é Kiko e o pai dele, João, trabalha de camareiro no hotel. Foi o João que me indicou o apartamento do Paulo para eu ficar. Eles são de Petrolina-PE. O Kiko e umas amigas brasileiras dele me levaram num boteco (Miss Favela) que aos sábados tem samba ao vivo: Trem das 11, O que é o que é do Gonzaguinha. Bem legal. Eles servem umas comidas brasileiras, mas é tudo muito caro. A feijoada sai US$ 21 por pessoa (R$40). Uma facada! A maioria das pessoas que estavam lá eram brasileiras, mas os gringos caíram na folia! Um copo de caipirinha custa US$8 e ainda tem que dar gorjeta. Então, cada caipirinha feita com Velho Barreiro custa R$19. Mas o lugar vale a pena para matar a saudade do Brasil. Neste sábado estarei lá de novo!

Sunday, July 26, 2009

Cheguei!

Cheguei! Estou na terrinha do Tio Sam, mas ainda com acesso super restrito a internet. Serio, nunca pensei que fosse sentir tanta falta de internet. Estou num computador publico e tenho muitissimo pouco tempo para navegar. Isso significa que vou escrever sem acentuacao e tambem vou economizar nos posts. Quando conseguir um acesso mais decente, posto de novo.

Friday, April 24, 2009

Parênteses

Antes de continuar a escrever sobre a viagem, preciso fazer um parênteses sobre a aventura do voo da volta.

Apesar da chuva torrencial na hora de ir embora e do cancelamento de vários voos, o meu embarque aconteceu na hora marcada. Havia uma grande fila de aeronaves para decolagem e por isso o avião em que eu estava teve de esperar uma hora e meia na pista, pois havia 15 na nossa frente. Durante a espera, um raio caiu no avião, mas aparentemente não aconteceu nada e resolveu-se continuar a espera para decolagem.

Depois de 30 minutos voando com turbulências aterrorizantes, quando já estávamos sobre o oceano, um outro raio caiu sobre a asa direita do avião. Eu estava na janela (não sobre a asa, mas bem perto) e vi o clarão. Depois deu para sentir o tremor na aeronave. O pânico se instalou: pessoas chorando, mulheres gritando, grávidas passando mal, comissários de bordo correndo e perguntando aos passageiros que estavam sobre a asa se eles tinham visto o que aconteceu...

Pensei que fosse morrer. Imagens de aterrissagem mar gelado e de reportagens no Jornal Nacional dando conta da morte de 300 brasileiros num voo de volta pra casa não saiam da minha cabeça. Fiquei pensando na minha família no velório, comentando como lamentavam uma morte tão inesperada e breve, 'com todo o futuro pela frente'.

O piloto avisa que o painel está indicando que tudo está normal, mas ele resolve voltar ao aeroporto por precaução (precaução uma ova, aposto que ele também estava se cagando nas calças). Quando estávamos chegando no aeroporto o avião desvia da rota e começa a voltar para o oceano e depois segue para o continente e depois de volta para o oceano, várias vezes. Precisávamos reduzir o combustível da aeronave pois era muito arriscado aterrissar com tanto combustível assim.

Finalmente aterrissamos e na pista havia bombeiros, caminhões, polícia, ambulâncias. Digno de cena de filme. Desembarcamos e esperamos mais uns 40 minutos no portão, quando o voo foi cancelado. Como o raio não era culpa de ninguém, a companhia aérea não ofereceu ajuda nenhuma com hospedagem ou alimentação. Deram apenas um número de telefone para remarcar o voo e solicitaram que a bagagem fosse retirada na esteira tal.

Alguns "sortudos" conseguiram um valcher de táxi, para voltar para a cidade e acabaram se metendo numa outra enrascada. Os taxistas colocavam 6 passageiros nos carros, levavam somente os passageiros que iam em lugares próximos e depois voltavam para o aeroporto para pegar mais passageiros. Depois de muito brigar o pessoal era largado em uma rua qualquer, no meio da chuva. Alguns tiveram suas malas quebradas pelos taxistas e tiveram que pegar outro táxi, no meio da madrugada.

Foi emoção suficiente para me fazer refletir sobre a vida e pensar que aquela era a hora em que eu ia morrer.

Monday, April 20, 2009

Paixão nacional


Basquete é a paixão nacional nos Estados Unidos. Pensando nisso, comprei, ainda no Brasil, ingressos para o jogo Knicks x Detroit no Madison Square Garden. O ginásio é grande, tem 20 mil lugares e, além de basquete, costuma sediar jogos de hoquei, boxe, vale tudo, shows. Fica bem no centro da cidade e foi construído sobre a estação subterrânea Pennsylvania Station. Nas imediações do ginásio você pode encontrar cambistas oferencendo "tickets, tickets". Mas eu não recomendo não. No dia do jogo, na minha frente estavam um grupo de 8 espanhois que foram barrados na entrada porque estavam com ingressos falsos.


De certa forma, fiquei um pouco decepcionada porque esperava alguma coisa parecida com os jogos de futebol aqui do Brasil. Ninguém grita, xinga ou se altera. A torcida não se envolve emocionalmente no jogo. Todos ficam sentados, comendo o mega combo de cachorro-quente e refrigerante. Aplaudem e dizem "yes!" quando aparece uma jogada bonita.

Em compensação, tudo é um verdadeiro show. Tem um DJ que toca durante todo o jogo e um telão que mostra pessoas famosas na torcida ou os anônimos engraçados, dançando e torcendo. Nos intervalos ou durante as pausas técnicas as cheerleaders dançam e tem brincadeiras para os torcedores (show de calouros, andar de velocípede, acertar a cesta a várias distâncias). Parece que as pessoas prestam mais atenção nessas coisas do que no jogo em si.


Clima

O clima nos Estados Unidos é bem seco. Em 2 dias a pele começa a ficar branca e repuxada. Um horror. Tive que comprar um hidratante aqui porque o meu, do Brasil, era muito "fraquinho". Não pense que é frescura não. Até os homens andam com protetor labial no bolso e passam toda hora.

Verificar a previsão do tempo é fundamental porque a temperatura dentro das casas costuma ser bem diferente da temperatura da rua. Além disso, só olhar pela janela pode enganar. Às vezes está o maior solzão lá fora e você pensa que está calor, mas na verdade está uns 5 graus Celsius.

Outra coisa chata é que os americanos usam a escala grau Fahrenheit. Eita coisinha mala! Para transformar Fahrenheit em Celsius tem que subtrair 32, multiplicar por 5 e dividir por 9. Se fizer de trás pra frente invertendo as operações matemáticas, você transforma Celsius em Fahrenheit. Ainda bem que os sites geralmente tem opção de mostrar as duas unidades. O saco é quando um gringo pergunta qual a temperatura no Brasil...

Não sei porque (no Brasil não acontece muito) mas nos Estados Unidos a sensação térmica costuma ser diferente da temperatura que está realmente fazendo. Por isso, além da temperatura, os sites de meteorologia também indicam qual a sensação térmica. Eu acho essa informação mais importante. Parece louco, mas não importa muito qual a temperatura lá fora, mas sim qual a temperatura que você sente. Por exemplo, outro dia estava 10 graus com sensação térmica de 2: já muda bem o cenário!

Friday, April 10, 2009

Rapidinhas do Tio Sam

- Em Durham, quando você está dirigindo e quer virar a direita num cruzamento mas o farol está vermelho para você, não é necessário esparar o verde. Basta dar uma olhadinha, checar se dá para fazer a conversão sem colidir ou atropelar ninguém, e entrar.

- Em compensação, se tiver um sinal de pare e você não parar por pelo menos uns 3 segundos (mesmo que não haja uma alma viva na rua) você pode ser multado.

- Levei um tempo a me acostumar com o carro automático e, no início, pisava fundo no breque pensando que era a embreagem. Posso até imaginar os motoristas americanos gritando 'Hei, Mrs. Mary, go to kitchen!'

- A balada nos EUA termina às 2h. New York tem um chorinho e vai até às 4h. E nem adianta reclamar, na hora marcada a música acaba, as luzes se acendem e a polícia está na porta para garantir que tudo acaba mesmo!

- Ainda na balada, é preciso pagar a cada vez que pedir uma bebida. Ou, você pode deixar seu cartão de crédito com a garçonete e no final ela te devolve com o canhoto para assinar.

- Alimente-se antes de ir para a balada porque, em geral, não há nada para comer.

- É proibido fumar. Logo, nada de cabelo e roupa cheirando fumaça na volta para casa.

News from USA

Desde sexta passada estou nos Estados Unidos. Passei o fim de semana em Durham (Carolina do Norte), num evento de Duke. Aluguei um carro e, pasmem, eles não tinham um carro manual. Foi bem ridículo ter de pedir instruções para aprender a guiar o carro automático.

A universidade é linda de morrer. Tem um ginásio enorme de basquete e eles levam o esporte muito a sério: há uma rivalidade grande entre Duke e UNC. Não há dorms para quem cursa o MBA e o pessoal mora em uns condomínios que mais parecem o sonho americano. Apartamentos confortáveis, com grandes jardins e piscina nas áreas comuns. Nem preciso falar que só tem carrão por aqui. Nada de Ford Ka ou similares.

Impressionante como eu não entendi nada do que os americanóides falavam. Nem parece que estudei tanto inglês. Parecia uma alienígena sorrindo e balançano a cabeça, fingindo que estava entendendo alguma coisa.

Agora estou em Nova Iorque. Tem bastante estrangeiro por aqui e percebi que tem muita gente que faz o mesmo que eu: balança a cabeça e sorri... Mas parece que a gente vai se acostumando e agora até que consigo entender uns 80% do que as pessoas falam.

Mais posts em breve, assim que conseguir tempo para escrever...