Hoje fui andar de bike de novo: 33km. Bicicleta, sol, 20 graus. Que alegria!
Mauricio, segue a foto da minha bike para você ver. É uma Scott P45.
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Friday, May 13, 2011
Monday, April 25, 2011
Bicicleta
Decidi comprar uma bicicleta. Minha última bicicleta foi uma Cecizinha quando eu tinha uns 13 anos. Por vários motivos acabou ficando inviável ter uma bicicleta em São Paulo: onde guardar, onde andar, perigoso, falta de tempo etc. Mas depois da minha passagem rápida pelo Brasil durante o Carnaval eu percebi que há um movimento muito bacana pró-bicicleta. Tenho alguns amigos aderindo e parece que o trânsito caótico da cidade junto com a tendência "verde" está motivando as pessoas a usar a bicicleta não só para lazer ou esporte mas também para transporte. Adorei a idéia!
Meu primeiro passeio foi há duas semanas, quando, excepcionalmente, tivemos um tempo ótimo no sábado: 18 graus. A empolgação foi tanta que acabamos fazendo um percurso de 39km em 3 horas. Nem precisa falar que esse exagero rendeu dores no todo o corpo. Mas valeu a pena a sensação de "consegui" no final.
Agora é só torcer para termos tempo bom o suficiente para pedalar. Por incrível que pareça, neste sábado ainda tivemos neve!
Segue aí a fotinha que registrou o meu retorno às aventuras com a "magrela", apresentando também os amigos que muito pacientemente me apoiaram durante o percurso. Valeu pessoal!
Meu primeiro passeio foi há duas semanas, quando, excepcionalmente, tivemos um tempo ótimo no sábado: 18 graus. A empolgação foi tanta que acabamos fazendo um percurso de 39km em 3 horas. Nem precisa falar que esse exagero rendeu dores no todo o corpo. Mas valeu a pena a sensação de "consegui" no final.
Agora é só torcer para termos tempo bom o suficiente para pedalar. Por incrível que pareça, neste sábado ainda tivemos neve!
Segue aí a fotinha que registrou o meu retorno às aventuras com a "magrela", apresentando também os amigos que muito pacientemente me apoiaram durante o percurso. Valeu pessoal!
Monday, January 17, 2011
Temperatura máxima: -10 C
Hoje é feriado aqui: Martin Luter King Day. Está um dia bonito e ensolarado, sem neve, sem chuva, sem nuvens. Agora está fazendo menos 23 graus Celsius e a previsão da temperatura máxima será de menos 10 graus Celsius. Ótimo dia para ficar dormindo em casa.
Essa fotinho aí é da ponte do Rio Conecticut, que divide o Estado de New Hampshire e o Estado de Vermont. A idéia era mostrar que o rio está congelado.
Essa fotinho aí é da ponte do Rio Conecticut, que divide o Estado de New Hampshire e o Estado de Vermont. A idéia era mostrar que o rio está congelado.
Wednesday, January 12, 2011
Primeira classe?
Ah, pena que acabaram as férias...
Depois de uma brevíssima passagem pelo Brasil, eu passei o Natal na França e o Ano novo em Valência. Em 42 dias eu viagei 15 trechos de avião. Eu posso dizer que eu estou gostando bem menos de viajar de avião agora...
Ainda no Brasil, a TAM embarcou todo mundo no avião e demorou 3h para decolar. Primeiro eles falaram que ia atrasar um pouco porque estavam com problemas no ar condicionado e que a equipe de manutenção já estava providenciando o conserto. Depois de uma hora eles disseram que já estava consertado, mas que não dava para decolar porque eles precisavam que 8 passageiros da primeira classe desistissem da viagem. Esquisito né?
O banheiro já estava uma caca total e todo mundo estava reclamando horrores quando o piloto disse que por causa do atraso, a tripulação iria ter de trabalhar mais horas e pela lei eles teriam que descansar durante o voo. Acontece que a lei manda que o descanso da tripulação seja feito na primeira classse. Então o piloto pediu a compreensão dos passageiros da primeira classe para que eles ou desistissem da viagem ou passassem para os lugares disponíveis na classe econômica.
Eu não pesquisei nada sobre esse assunto, mas eu acho que essa história está muito mal contada. Mesmo que seja verdade, achei um absurdo o piloto falar isso para o avião inteiro ouvir. Todo mundo, que já estava revoltadíssimo começou a pressionar os caras da primeira classe para tomar uma atitude. Claro que a TAM deveria estar oferecendo alguma vantagem para o pessoal da primeira classe sair, tipo milhas, hospedagem em hotel etc. Mas convenhamos que não é nada legal você pagar fortunas para voar de primeira classe, já estar dentro do avião, ter esperado 1h30 pela manutenção e aí o piloto fala que ou você sai ou o voo vai ser cancelado.
A situação já estava ficando bem crítica quando um casal resolver aceitar as condições que a TAM estava oferecendo e acabaram desistindo da viagem. Eles saíram do avião aplaudidos pelos demais passageiros. O problema é que eles precisavam das malas que tinham despachado. Aí a gente teve que esperar até o pessoal encontrar a mala do casal. Mesmo assim, ainda não havia assentos suficientes na primeira classe para a tripulação.
Uma mulher que estava na primeira clase viajando com o cachorro resolveu ir para a classe econômica, com a condição de que eles arrajassem um assento para o cachorro também. Depois de mais uma meia hora de negociação conseguiram acomodar a mulher, o cachorro e mais outras 2 pessoas da primeira classe para classe econômica.
O avião partiu com mais 3 horas de atraso e um monte de gente (inclusive eu) que tinha outros voos agendados acabaram perdendo a viagem. Para encurtar a história, eu tive que comprar outra passagem e estou até agora tentando conversar com alguém da TAM para que eles me reembolsem. Poucas chances de isso acontecer... Também poucas chances de eu viajar de TAM de novo...
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Depois de uma brevíssima passagem pelo Brasil, eu passei o Natal na França e o Ano novo em Valência. Em 42 dias eu viagei 15 trechos de avião. Eu posso dizer que eu estou gostando bem menos de viajar de avião agora...
Ainda no Brasil, a TAM embarcou todo mundo no avião e demorou 3h para decolar. Primeiro eles falaram que ia atrasar um pouco porque estavam com problemas no ar condicionado e que a equipe de manutenção já estava providenciando o conserto. Depois de uma hora eles disseram que já estava consertado, mas que não dava para decolar porque eles precisavam que 8 passageiros da primeira classe desistissem da viagem. Esquisito né?
O banheiro já estava uma caca total e todo mundo estava reclamando horrores quando o piloto disse que por causa do atraso, a tripulação iria ter de trabalhar mais horas e pela lei eles teriam que descansar durante o voo. Acontece que a lei manda que o descanso da tripulação seja feito na primeira classse. Então o piloto pediu a compreensão dos passageiros da primeira classe para que eles ou desistissem da viagem ou passassem para os lugares disponíveis na classe econômica.
Eu não pesquisei nada sobre esse assunto, mas eu acho que essa história está muito mal contada. Mesmo que seja verdade, achei um absurdo o piloto falar isso para o avião inteiro ouvir. Todo mundo, que já estava revoltadíssimo começou a pressionar os caras da primeira classe para tomar uma atitude. Claro que a TAM deveria estar oferecendo alguma vantagem para o pessoal da primeira classe sair, tipo milhas, hospedagem em hotel etc. Mas convenhamos que não é nada legal você pagar fortunas para voar de primeira classe, já estar dentro do avião, ter esperado 1h30 pela manutenção e aí o piloto fala que ou você sai ou o voo vai ser cancelado.
A situação já estava ficando bem crítica quando um casal resolver aceitar as condições que a TAM estava oferecendo e acabaram desistindo da viagem. Eles saíram do avião aplaudidos pelos demais passageiros. O problema é que eles precisavam das malas que tinham despachado. Aí a gente teve que esperar até o pessoal encontrar a mala do casal. Mesmo assim, ainda não havia assentos suficientes na primeira classe para a tripulação.
Uma mulher que estava na primeira clase viajando com o cachorro resolveu ir para a classe econômica, com a condição de que eles arrajassem um assento para o cachorro também. Depois de mais uma meia hora de negociação conseguiram acomodar a mulher, o cachorro e mais outras 2 pessoas da primeira classe para classe econômica.
O avião partiu com mais 3 horas de atraso e um monte de gente (inclusive eu) que tinha outros voos agendados acabaram perdendo a viagem. Para encurtar a história, eu tive que comprar outra passagem e estou até agora tentando conversar com alguém da TAM para que eles me reembolsem. Poucas chances de isso acontecer... Também poucas chances de eu viajar de TAM de novo...
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Saturday, December 4, 2010
Cinema POA > Cinema SP
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Porto Alegre é uma cidade interessante. Tirando o sotaque engraçado e a cara carrancuda dos gaúchos, acho que Porto Alegre é uma mistura de cidade grande com cidade pequena.
A comida é muito boa e barata. Tem vários restaurantes por quilo e o preço varia em torno de R$29/kg. O que eu mais gostei é que eles também oferecem um tal de "livre". Você paga uns R$14 e come o quanto aguentar: saladas, pratos quentes e sobremesa inclusos. Com o suco de laranja (ai que delícia suco de laranja espremida na hora!) sai tudo por R$16.50 (ou dezesseis com cinquenta como diriam os gaúchos). Sensacional. Com a saudade que eu estava de comida brasileira, nem precisa falar que eu só como no "livre".
Os gringos que vieram comigo estão bobos de tanto comer. Eles não aguentam mais comer carne vermelha. Outro dia a gente foi numa churrascaria rodízio (R$25/pessoa) que tinha até danças típicas gaúchas. Foi legal. Mas uma das meninas acabou passando mal no dia seguinte porque o metabolismo dela não está acostumado a tanta comida boa de uma vez.
Hoje eu aproveitei que os gringos capotaram depois da "noitada" de ontem e fui no cinema assistir Tropa de Elite 2. Qual não foi minha surpresa quando a vendedora dos ingressos falou "pode escolher os lugares, aqueles em verde estão disponíveis". Dá pra acreditar? Lugar marcado no cinema! Nada de filas quilométricas ou chegar 1 hora antes para pegar lugar bom.
Depois, quando fui comprar pipoca tive outra agradável surpresa: pipoca doce e salgada. E se você tá na dúvida, pode pedir para colocar meio a meio no pacote. Sensacional!
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Porto Alegre é uma cidade interessante. Tirando o sotaque engraçado e a cara carrancuda dos gaúchos, acho que Porto Alegre é uma mistura de cidade grande com cidade pequena.
A comida é muito boa e barata. Tem vários restaurantes por quilo e o preço varia em torno de R$29/kg. O que eu mais gostei é que eles também oferecem um tal de "livre". Você paga uns R$14 e come o quanto aguentar: saladas, pratos quentes e sobremesa inclusos. Com o suco de laranja (ai que delícia suco de laranja espremida na hora!) sai tudo por R$16.50 (ou dezesseis com cinquenta como diriam os gaúchos). Sensacional. Com a saudade que eu estava de comida brasileira, nem precisa falar que eu só como no "livre".
Os gringos que vieram comigo estão bobos de tanto comer. Eles não aguentam mais comer carne vermelha. Outro dia a gente foi numa churrascaria rodízio (R$25/pessoa) que tinha até danças típicas gaúchas. Foi legal. Mas uma das meninas acabou passando mal no dia seguinte porque o metabolismo dela não está acostumado a tanta comida boa de uma vez.
Hoje eu aproveitei que os gringos capotaram depois da "noitada" de ontem e fui no cinema assistir Tropa de Elite 2. Qual não foi minha surpresa quando a vendedora dos ingressos falou "pode escolher os lugares, aqueles em verde estão disponíveis". Dá pra acreditar? Lugar marcado no cinema! Nada de filas quilométricas ou chegar 1 hora antes para pegar lugar bom.
Depois, quando fui comprar pipoca tive outra agradável surpresa: pipoca doce e salgada. E se você tá na dúvida, pode pedir para colocar meio a meio no pacote. Sensacional!
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Tuesday, October 13, 2009
Sono 1 x 0 Neve
Tenho percebido que todas as pessoas têm alguma coisa que gosta de fazer e a faz com maestria. Por exemplo, meu amigo Porquito gosta de música e ele é bom nisso, apesar de não ganhar a vida como músico. Há alguns anos tenho pensado qual a atividade que gosto e não consegui achar nada melhor do que dormir.
Parece brincadeira, mas não é. Eu gosto de dormir e sou muito boa nisso. Eu consigo dormir nas condições mais precárias (barulho, lugar desconfortável), há qualquer hora do dia ou da noite. Também consigo dormir por várias horas seguidas sem nenhum efeito colateral (como dor de cabeça, por exemplo). Pelo contrário, quanto mais eu durmo, melhor eu me sinto. E não é só quantidade. Tenho um sono bem pesado e sonho bastante também.
Infelizmente, tenho tido bem poucas oportunidades de praticar meu hobby favorito. Por isso, visando otimizar o tempo dedicado ao sono, sigo uma tática bastante precisa: acordo 10 minutos antes de começar a aula, me preparo (trocar de roupa, por a lente, escovar os dentes, o cabelo, jogar uma água na cara) em 5 minutos e ainda sobram mais 5 minutos para chegar na classe (o fato de morar na faculdade viabiliza essa tática).
Bom, tudo isso pra dizer que hoje de manhã nevou aqui. Mas como eu estava dormindo, perdi a neve! Quando acordei estava só chovendo. Saco.
Parece brincadeira, mas não é. Eu gosto de dormir e sou muito boa nisso. Eu consigo dormir nas condições mais precárias (barulho, lugar desconfortável), há qualquer hora do dia ou da noite. Também consigo dormir por várias horas seguidas sem nenhum efeito colateral (como dor de cabeça, por exemplo). Pelo contrário, quanto mais eu durmo, melhor eu me sinto. E não é só quantidade. Tenho um sono bem pesado e sonho bastante também.
Infelizmente, tenho tido bem poucas oportunidades de praticar meu hobby favorito. Por isso, visando otimizar o tempo dedicado ao sono, sigo uma tática bastante precisa: acordo 10 minutos antes de começar a aula, me preparo (trocar de roupa, por a lente, escovar os dentes, o cabelo, jogar uma água na cara) em 5 minutos e ainda sobram mais 5 minutos para chegar na classe (o fato de morar na faculdade viabiliza essa tática).
Bom, tudo isso pra dizer que hoje de manhã nevou aqui. Mas como eu estava dormindo, perdi a neve! Quando acordei estava só chovendo. Saco.
Incidente com a polícia
Gente, as coisas por aqui estão realmente muito corridas, mas eu tinha que escrever esse causo.
Semana passada teve uma festa na escola de medicina e como estava chovendo, resolvi emprestar o carro do Thiago. Thiago é um amigo brazuca aqui da escola que foi para o Brasil no fim de semana só para o casamento do irmão dele. Então eu e mais dois amigos fomos na festa da medicina com o carro do Thiago. Estacionei o carro na rua, num lugar permitido estacionar e, porque era sábado a noite o parquímetro não estava cobrando. Quando voltamos para o carro, tinha um papel amarelo no vidro do motorista deixado pela polícia que dizia mais ou menos assim:
"Isto não é uma emergência, mas você deve ligar para a polícia (Seg-Sex) e perguntar sobre o incidente número XXX ocorrido dia tal a tal hora."
Eu fiquei simplesmente apavorada com o bilhete da polícia. Primeiro porque eu não sabia que a polícia deixava bilhete em carros. Que eu saiba eles deixam multa. Segundo porque para a polícia ter deixado um bilhete é porque alguma coisa grave aconteceu. Terceiro porque o carro não era meu e eu não tinha a menor idéia do que contar para o Thiago, que voltava na segunda.
Eu e meus amigos ficamos alguns bons minutos procurando alguma batida ou dano que poderia ter acontecido com o carro, mas não encontramos nada de diferente. Como o bilhete dizia que era para ligar de segunda a sexta, não tinha muito o que fazer a não ser esperar a segunda feira chegar.
No domingo o Thiago me mandou um email perguntado o que tinha acontecido com o carro dele porque a polícia queria falar com ele. Ai cacildis! Lá vai eu contar a história para o Thiago por email, mas sem saber explicar direito o que tinha acontecido. Depois de algumas horas ele me manda outro email dizendo que alguém da polícia deixou um recado para ele no Facebook, explicando o tal incidente.
Segundo o policial que escreveu no Facebook, uma mulher abriu o carro do Thiago achando que era o carro que ela tinha alugado e estacionado na mesma rua que eu. Primeiro ela abriu a porta do passageiro e colocou a bolsa no banco. Depois fechou a porta e se deu conta de que o carro trancou sozinho. Só que ela não conseguia mais abrir o carro. Então ela chamou a polícia, que abriu o carro e entregou a bolsa a ela depois de checar a identidade que estava dentro da bolsa. A polícia fechou o carro de novo e deixou o bilhete amarelo no vidro do motorista.
Bom, eu fiquei bastante aliviada com essa hitória, mas ainda não entendi como a mulher conseguiu abrir o carro. Ou a chave do carro dela abria o carro do Thiago e ela esqueceu a chave dentro do carro junto com a bolsa. Ou eu esqueci de trancar o carro e a mulher foi abrindo o primeiro carro que apareceu na frente dela.
Tem coisas que realmente só acontecem aqui. Onde mais a polícia deixa um bilhete no carro de alguém? Onde mais a polícia abre o carro alheio e tira um pertence lá de dentro e depois fecha de novo? E quando é que você ouviu falar da polícia dando explicações pelo Facebook? Parece que estou num lugar mágico, onde tuuuuudo pode acontecer...
Semana passada teve uma festa na escola de medicina e como estava chovendo, resolvi emprestar o carro do Thiago. Thiago é um amigo brazuca aqui da escola que foi para o Brasil no fim de semana só para o casamento do irmão dele. Então eu e mais dois amigos fomos na festa da medicina com o carro do Thiago. Estacionei o carro na rua, num lugar permitido estacionar e, porque era sábado a noite o parquímetro não estava cobrando. Quando voltamos para o carro, tinha um papel amarelo no vidro do motorista deixado pela polícia que dizia mais ou menos assim:
"Isto não é uma emergência, mas você deve ligar para a polícia (Seg-Sex) e perguntar sobre o incidente número XXX ocorrido dia tal a tal hora."
Eu fiquei simplesmente apavorada com o bilhete da polícia. Primeiro porque eu não sabia que a polícia deixava bilhete em carros. Que eu saiba eles deixam multa. Segundo porque para a polícia ter deixado um bilhete é porque alguma coisa grave aconteceu. Terceiro porque o carro não era meu e eu não tinha a menor idéia do que contar para o Thiago, que voltava na segunda.
Eu e meus amigos ficamos alguns bons minutos procurando alguma batida ou dano que poderia ter acontecido com o carro, mas não encontramos nada de diferente. Como o bilhete dizia que era para ligar de segunda a sexta, não tinha muito o que fazer a não ser esperar a segunda feira chegar.
No domingo o Thiago me mandou um email perguntado o que tinha acontecido com o carro dele porque a polícia queria falar com ele. Ai cacildis! Lá vai eu contar a história para o Thiago por email, mas sem saber explicar direito o que tinha acontecido. Depois de algumas horas ele me manda outro email dizendo que alguém da polícia deixou um recado para ele no Facebook, explicando o tal incidente.
Segundo o policial que escreveu no Facebook, uma mulher abriu o carro do Thiago achando que era o carro que ela tinha alugado e estacionado na mesma rua que eu. Primeiro ela abriu a porta do passageiro e colocou a bolsa no banco. Depois fechou a porta e se deu conta de que o carro trancou sozinho. Só que ela não conseguia mais abrir o carro. Então ela chamou a polícia, que abriu o carro e entregou a bolsa a ela depois de checar a identidade que estava dentro da bolsa. A polícia fechou o carro de novo e deixou o bilhete amarelo no vidro do motorista.
Bom, eu fiquei bastante aliviada com essa hitória, mas ainda não entendi como a mulher conseguiu abrir o carro. Ou a chave do carro dela abria o carro do Thiago e ela esqueceu a chave dentro do carro junto com a bolsa. Ou eu esqueci de trancar o carro e a mulher foi abrindo o primeiro carro que apareceu na frente dela.
Tem coisas que realmente só acontecem aqui. Onde mais a polícia deixa um bilhete no carro de alguém? Onde mais a polícia abre o carro alheio e tira um pertence lá de dentro e depois fecha de novo? E quando é que você ouviu falar da polícia dando explicações pelo Facebook? Parece que estou num lugar mágico, onde tuuuuudo pode acontecer...
Friday, August 7, 2009
Novidades da semana
Esta semana mudei para o apartamento do Paulo, um senhor brasileiro e viúvo que trabalha de protético. O apê até que é legal e consigo cozinhar para economizar um pouco. Tem uma laundry (lugar com máquinas de lavar roupa e secar) no térreo que os moradores podem usar, basta colocar créditos em um cartão. Ainda não usei. Quando usar, conto os detalhes.
Bom, para quem quiser passar uns dias em NY hospedando-se num lugar barato, eu recomendo o apartamento do Paulo. Tem a desvantagem de você ter de dividir o apartamento com ele, por isso não cabe muita gente, só duas ou três pessoas. É claro que não tem toda a mordomia de um hotel. Mas além de gastar pouco com hospedagem, você também vai poder ver a vida como ela é em Nova Iorque. Quem quiser o telefone dele, posta um comentário com email que eu mando.
Ah, também consegui comprar um celular. O iPhone é muuuuuuuuito legal!
Eu fiz cartão na biblioteca de New York e agora posso usar qualquer biblioteca da cidade. Muitas delas tem acesso a internet e isso é ótimo. Tem uma que fica bem pertinho do apartamento do Paulo.
O bar tender do restaurante que fica embaixo do hotel que eu estava é brasileiro. O nome dele é Kiko e o pai dele, João, trabalha de camareiro no hotel. Foi o João que me indicou o apartamento do Paulo para eu ficar. Eles são de Petrolina-PE. O Kiko e umas amigas brasileiras dele me levaram num boteco (Miss Favela) que aos sábados tem samba ao vivo: Trem das 11, O que é o que é do Gonzaguinha. Bem legal. Eles servem umas comidas brasileiras, mas é tudo muito caro. A feijoada sai US$ 21 por pessoa (R$40). Uma facada! A maioria das pessoas que estavam lá eram brasileiras, mas os gringos caíram na folia! Um copo de caipirinha custa US$8 e ainda tem que dar gorjeta. Então, cada caipirinha feita com Velho Barreiro custa R$19. Mas o lugar vale a pena para matar a saudade do Brasil. Neste sábado estarei lá de novo!
Bom, para quem quiser passar uns dias em NY hospedando-se num lugar barato, eu recomendo o apartamento do Paulo. Tem a desvantagem de você ter de dividir o apartamento com ele, por isso não cabe muita gente, só duas ou três pessoas. É claro que não tem toda a mordomia de um hotel. Mas além de gastar pouco com hospedagem, você também vai poder ver a vida como ela é em Nova Iorque. Quem quiser o telefone dele, posta um comentário com email que eu mando.
Ah, também consegui comprar um celular. O iPhone é muuuuuuuuito legal!
Eu fiz cartão na biblioteca de New York e agora posso usar qualquer biblioteca da cidade. Muitas delas tem acesso a internet e isso é ótimo. Tem uma que fica bem pertinho do apartamento do Paulo.
O bar tender do restaurante que fica embaixo do hotel que eu estava é brasileiro. O nome dele é Kiko e o pai dele, João, trabalha de camareiro no hotel. Foi o João que me indicou o apartamento do Paulo para eu ficar. Eles são de Petrolina-PE. O Kiko e umas amigas brasileiras dele me levaram num boteco (Miss Favela) que aos sábados tem samba ao vivo: Trem das 11, O que é o que é do Gonzaguinha. Bem legal. Eles servem umas comidas brasileiras, mas é tudo muito caro. A feijoada sai US$ 21 por pessoa (R$40). Uma facada! A maioria das pessoas que estavam lá eram brasileiras, mas os gringos caíram na folia! Um copo de caipirinha custa US$8 e ainda tem que dar gorjeta. Então, cada caipirinha feita com Velho Barreiro custa R$19. Mas o lugar vale a pena para matar a saudade do Brasil. Neste sábado estarei lá de novo!
Friday, April 24, 2009
Parênteses
Antes de continuar a escrever sobre a viagem, preciso fazer um parênteses sobre a aventura do voo da volta.
Apesar da chuva torrencial na hora de ir embora e do cancelamento de vários voos, o meu embarque aconteceu na hora marcada. Havia uma grande fila de aeronaves para decolagem e por isso o avião em que eu estava teve de esperar uma hora e meia na pista, pois havia 15 na nossa frente. Durante a espera, um raio caiu no avião, mas aparentemente não aconteceu nada e resolveu-se continuar a espera para decolagem.
Depois de 30 minutos voando com turbulências aterrorizantes, quando já estávamos sobre o oceano, um outro raio caiu sobre a asa direita do avião. Eu estava na janela (não sobre a asa, mas bem perto) e vi o clarão. Depois deu para sentir o tremor na aeronave. O pânico se instalou: pessoas chorando, mulheres gritando, grávidas passando mal, comissários de bordo correndo e perguntando aos passageiros que estavam sobre a asa se eles tinham visto o que aconteceu...
Pensei que fosse morrer. Imagens de aterrissagem mar gelado e de reportagens no Jornal Nacional dando conta da morte de 300 brasileiros num voo de volta pra casa não saiam da minha cabeça. Fiquei pensando na minha família no velório, comentando como lamentavam uma morte tão inesperada e breve, 'com todo o futuro pela frente'.
O piloto avisa que o painel está indicando que tudo está normal, mas ele resolve voltar ao aeroporto por precaução (precaução uma ova, aposto que ele também estava se cagando nas calças). Quando estávamos chegando no aeroporto o avião desvia da rota e começa a voltar para o oceano e depois segue para o continente e depois de volta para o oceano, várias vezes. Precisávamos reduzir o combustível da aeronave pois era muito arriscado aterrissar com tanto combustível assim.
Finalmente aterrissamos e na pista havia bombeiros, caminhões, polícia, ambulâncias. Digno de cena de filme. Desembarcamos e esperamos mais uns 40 minutos no portão, quando o voo foi cancelado. Como o raio não era culpa de ninguém, a companhia aérea não ofereceu ajuda nenhuma com hospedagem ou alimentação. Deram apenas um número de telefone para remarcar o voo e solicitaram que a bagagem fosse retirada na esteira tal.
Alguns "sortudos" conseguiram um valcher de táxi, para voltar para a cidade e acabaram se metendo numa outra enrascada. Os taxistas colocavam 6 passageiros nos carros, levavam somente os passageiros que iam em lugares próximos e depois voltavam para o aeroporto para pegar mais passageiros. Depois de muito brigar o pessoal era largado em uma rua qualquer, no meio da chuva. Alguns tiveram suas malas quebradas pelos taxistas e tiveram que pegar outro táxi, no meio da madrugada.
Foi emoção suficiente para me fazer refletir sobre a vida e pensar que aquela era a hora em que eu ia morrer.
Apesar da chuva torrencial na hora de ir embora e do cancelamento de vários voos, o meu embarque aconteceu na hora marcada. Havia uma grande fila de aeronaves para decolagem e por isso o avião em que eu estava teve de esperar uma hora e meia na pista, pois havia 15 na nossa frente. Durante a espera, um raio caiu no avião, mas aparentemente não aconteceu nada e resolveu-se continuar a espera para decolagem.
Depois de 30 minutos voando com turbulências aterrorizantes, quando já estávamos sobre o oceano, um outro raio caiu sobre a asa direita do avião. Eu estava na janela (não sobre a asa, mas bem perto) e vi o clarão. Depois deu para sentir o tremor na aeronave. O pânico se instalou: pessoas chorando, mulheres gritando, grávidas passando mal, comissários de bordo correndo e perguntando aos passageiros que estavam sobre a asa se eles tinham visto o que aconteceu...
Pensei que fosse morrer. Imagens de aterrissagem mar gelado e de reportagens no Jornal Nacional dando conta da morte de 300 brasileiros num voo de volta pra casa não saiam da minha cabeça. Fiquei pensando na minha família no velório, comentando como lamentavam uma morte tão inesperada e breve, 'com todo o futuro pela frente'.
O piloto avisa que o painel está indicando que tudo está normal, mas ele resolve voltar ao aeroporto por precaução (precaução uma ova, aposto que ele também estava se cagando nas calças). Quando estávamos chegando no aeroporto o avião desvia da rota e começa a voltar para o oceano e depois segue para o continente e depois de volta para o oceano, várias vezes. Precisávamos reduzir o combustível da aeronave pois era muito arriscado aterrissar com tanto combustível assim.
Finalmente aterrissamos e na pista havia bombeiros, caminhões, polícia, ambulâncias. Digno de cena de filme. Desembarcamos e esperamos mais uns 40 minutos no portão, quando o voo foi cancelado. Como o raio não era culpa de ninguém, a companhia aérea não ofereceu ajuda nenhuma com hospedagem ou alimentação. Deram apenas um número de telefone para remarcar o voo e solicitaram que a bagagem fosse retirada na esteira tal.
Alguns "sortudos" conseguiram um valcher de táxi, para voltar para a cidade e acabaram se metendo numa outra enrascada. Os taxistas colocavam 6 passageiros nos carros, levavam somente os passageiros que iam em lugares próximos e depois voltavam para o aeroporto para pegar mais passageiros. Depois de muito brigar o pessoal era largado em uma rua qualquer, no meio da chuva. Alguns tiveram suas malas quebradas pelos taxistas e tiveram que pegar outro táxi, no meio da madrugada.
Foi emoção suficiente para me fazer refletir sobre a vida e pensar que aquela era a hora em que eu ia morrer.
Sunday, March 1, 2009
32
Completei 32 anos comendo e bebendo bem, na companhia de bons amigos. Estou feliz.
Obrigada a todos!
Obrigada a todos!
Saturday, January 24, 2009
Pizzada
Semana passada teve pizzada em Piracicaba. Está certo que ninguém teve que colocar a mão na massa. Meu primo Thiago encomendou a pizza e apenas colocamos no forno. Além de bom anfitrião ele é um ótimo bar man. Estava tudo tão bom que até o Xande, que estava meio mal, enxeu a pança! Aproveitamos e fizemos um tour pela cidade, para ver se a Sandra reconhecia algum lugar. Mas é difícil lembrar de alguma coisa dos 3 anos de idade, quando se tem algumas décadas...
O Dudu e a Patrícia enfrentaram uma fila quilométrica para trazer a sobremesa, mas valeu a pena. Também tiveram fotos e filmes do cruzeiro e muitas novidades da Lolita.
Valeu pessoal e até a próxima!
Monday, October 6, 2008
Sufrágio universal
Domingo teve eleições para prefeito e vereador do município. Curioso como a política não me atrai. Pelo contrário, a cada dia a indignação cresce mais. E muita gente também detesta. Deve ser porque ninguém gosta de ser feito de bobo e isso é o que a maioria dos políticos fazem com o povo. Como diria meu primo espanhol, político em campanha eleitoral é como... Ah, sei lá. Esqueci agora. Depois pergunto pra ele e corrijo aqui no post.
Kassab (atual prefeito e candidato a reeleição) e Marta (ex-prefeita e do mesmo partido do presidente Lula), os dois candidatos que disputarão o segundo turno, foram entrevistados por Heródoto Barbeiro na rádio CBN, logo pela manhã. Apesar de estarem em lados opostos e terem propostas bastante diferentes, ambos afirmaram que irão cumprir a lei e que não divulgarão os patrocinadores de suas campanhas políticas antes do final das eleições. Isso mesmo, a lei determina que os candidatos divulguem seus patrocinadores, mas o prazo é até depois da votação. Não seria ético o eleitor saber quem são os patrocinadores dos candidatos, até mesmo para poder se decidir em quem votar? Como bem comentou Milton Jung, um outro apresentador da rádio, seria ótimo se os políticos sempre cumprissem a lei com essa rigidez.
Vai ser difícil escolher um prefeito neste segundo turno. Kassab é do DEM, antigo PFL, partido que sempre foi governo seja lá quem estivesse no poder e só agora, com alianças com o PSDB está fazendo oposição ao PT. Kassab já apoiou Maluf e Celso Pitta, dois péssimos políticos e prefeitos. Kassab perdeu as estribeiras escurraçando um manifestante contra a lei "Cidade Limpa", descontroladamente chamando-o de vagabundo. Mais parece um monstro criado por uma falha estratégica do PSDB. Marta é do PT, já teve sua vez na prefeitura e na minha opinião não foi bom. Assim como o barbudo lá do planalto também não está sendo bom. Eles defendem toda aquela filosofia de dar esmolas aos pobres como o renda mínima, bolsa família e outros. Será que não há ninguém realmente inteligente interessado na política? Um gestor da iniciativa privada, por exemplo, que sabe o verdadeiro valor do dinheiro e que investiria grana do contribuinte em soluções efetivas. Seria ótimo. Mas neste caso, talvez, ele não conseguisse votos dos eleitores.
A boa notícia é que esta eleição marcou o fim do malufismo. Isso mesmo, Maluf, na política desde à época da ditadura, que já ocupou cargos no executivo e no legislativo, famoso pelas inúmeras acusações de corrupção, que já chegou a ser preso e apesar disso sempre teve um eleitorado cativo, não conseguiu mais do que 380 mil votos (mais ou menos 5%).
Tenho amigos que dizem que o Brasil é ainda um país muito jovem e que nossa democracia vai demorar a amadurecer. Comparam o Brasil à França antes da revolução e atribuem a essa imaturidade o fato de termos cidadãos tão inconscientes de suas responsabilidades na sociedade, tão apáticos e conformistas. Talvez meus amigos tenham razão.
Kassab (atual prefeito e candidato a reeleição) e Marta (ex-prefeita e do mesmo partido do presidente Lula), os dois candidatos que disputarão o segundo turno, foram entrevistados por Heródoto Barbeiro na rádio CBN, logo pela manhã. Apesar de estarem em lados opostos e terem propostas bastante diferentes, ambos afirmaram que irão cumprir a lei e que não divulgarão os patrocinadores de suas campanhas políticas antes do final das eleições. Isso mesmo, a lei determina que os candidatos divulguem seus patrocinadores, mas o prazo é até depois da votação. Não seria ético o eleitor saber quem são os patrocinadores dos candidatos, até mesmo para poder se decidir em quem votar? Como bem comentou Milton Jung, um outro apresentador da rádio, seria ótimo se os políticos sempre cumprissem a lei com essa rigidez.
Vai ser difícil escolher um prefeito neste segundo turno. Kassab é do DEM, antigo PFL, partido que sempre foi governo seja lá quem estivesse no poder e só agora, com alianças com o PSDB está fazendo oposição ao PT. Kassab já apoiou Maluf e Celso Pitta, dois péssimos políticos e prefeitos. Kassab perdeu as estribeiras escurraçando um manifestante contra a lei "Cidade Limpa", descontroladamente chamando-o de vagabundo. Mais parece um monstro criado por uma falha estratégica do PSDB. Marta é do PT, já teve sua vez na prefeitura e na minha opinião não foi bom. Assim como o barbudo lá do planalto também não está sendo bom. Eles defendem toda aquela filosofia de dar esmolas aos pobres como o renda mínima, bolsa família e outros. Será que não há ninguém realmente inteligente interessado na política? Um gestor da iniciativa privada, por exemplo, que sabe o verdadeiro valor do dinheiro e que investiria grana do contribuinte em soluções efetivas. Seria ótimo. Mas neste caso, talvez, ele não conseguisse votos dos eleitores.
A boa notícia é que esta eleição marcou o fim do malufismo. Isso mesmo, Maluf, na política desde à época da ditadura, que já ocupou cargos no executivo e no legislativo, famoso pelas inúmeras acusações de corrupção, que já chegou a ser preso e apesar disso sempre teve um eleitorado cativo, não conseguiu mais do que 380 mil votos (mais ou menos 5%).
Tenho amigos que dizem que o Brasil é ainda um país muito jovem e que nossa democracia vai demorar a amadurecer. Comparam o Brasil à França antes da revolução e atribuem a essa imaturidade o fato de termos cidadãos tão inconscientes de suas responsabilidades na sociedade, tão apáticos e conformistas. Talvez meus amigos tenham razão.
Monday, September 29, 2008
Sunday, September 28, 2008
De volta pra casa
Depois de 3 anos morando com a namorada, meu irmão resolveu voltar para casa. Tá bom, não foi tão simples assim. Teve, e ainda tem, todo o drama do fim de um relacionamento de 8 anos, conversas difíceis, decisões importantes, impactos inesperados. Mas no fim tudo se arranja e o resumo da história é que depois de 3 anos morando com a namorada, meu irmão resolveu voltar para casa.
Apesar do contexto ser triste (ninguém gosta do fim) o ambiente aqui é bem alegre. Ele parece estar aliviado pela decisão que tomou. Como dizem por aí, quando um casal resolve se separar, o relacionamento já terminou faz tempo. Além disso, ele tem muito o que fazer, ajeitar as coisas (literalmente, há caixas até no banheiro), terminar de fazer a mudança (ainda há caixas no antigo apartamento), montar o computador, comprar um carro, escolher um esporte para fazer. Até que ele está animado com a vida nova. Resta saber se vai se acostumar a morar com os pais novamente.
E por falar em pais, os meus reagiram bem à novidade. No início tiveram uma fase de tentar entender por que um casal que parecia estar tão bem resolve se separar. Depois passaram a questionar esses relacionamentos de hoje em dia. Palavras do meu pai: "Tá vendo como essa história de se juntar não dá certo? Se vai fazer uma coisa, faz logo para valer. Se eles tivessem casado de verdade, com filhos para criar, essa história seria diferente". É a história seria diferente mesmo, os protagonistas viveriam o resto da vida infelizes, tentando contentar os pais, os filhos, a sociedade. Mas agora meus pais estão curtindo o filhinho de volta ao ninho.
Eu tive que fazer milagres para esvaziar guarda-roupas do qual eu tinha me apoderado quando o meu irmão saiu de casa e fazer caber todas as minhas roupas de volta no meu quarto. Mas apesar deste inconveniente, nunca pensei que pudesse ficar tão feliz em morar com o meu irmão de novo. Estou adorando ter uma companhia para falar bobagens, assistir tv, passear com o cachorro. Uma delícia ter um irmãozinho de novo para mimar, brigar, gargalhar, chorar as pitangas. Seja bem-vindo, meu irmão!
Apesar do contexto ser triste (ninguém gosta do fim) o ambiente aqui é bem alegre. Ele parece estar aliviado pela decisão que tomou. Como dizem por aí, quando um casal resolve se separar, o relacionamento já terminou faz tempo. Além disso, ele tem muito o que fazer, ajeitar as coisas (literalmente, há caixas até no banheiro), terminar de fazer a mudança (ainda há caixas no antigo apartamento), montar o computador, comprar um carro, escolher um esporte para fazer. Até que ele está animado com a vida nova. Resta saber se vai se acostumar a morar com os pais novamente.
E por falar em pais, os meus reagiram bem à novidade. No início tiveram uma fase de tentar entender por que um casal que parecia estar tão bem resolve se separar. Depois passaram a questionar esses relacionamentos de hoje em dia. Palavras do meu pai: "Tá vendo como essa história de se juntar não dá certo? Se vai fazer uma coisa, faz logo para valer. Se eles tivessem casado de verdade, com filhos para criar, essa história seria diferente". É a história seria diferente mesmo, os protagonistas viveriam o resto da vida infelizes, tentando contentar os pais, os filhos, a sociedade. Mas agora meus pais estão curtindo o filhinho de volta ao ninho.
Eu tive que fazer milagres para esvaziar guarda-roupas do qual eu tinha me apoderado quando o meu irmão saiu de casa e fazer caber todas as minhas roupas de volta no meu quarto. Mas apesar deste inconveniente, nunca pensei que pudesse ficar tão feliz em morar com o meu irmão de novo. Estou adorando ter uma companhia para falar bobagens, assistir tv, passear com o cachorro. Uma delícia ter um irmãozinho de novo para mimar, brigar, gargalhar, chorar as pitangas. Seja bem-vindo, meu irmão!
Cartas Digitais
Estou trocando e-mails com uma prima espanhola, que não conheço. Basicamente o conteúdo dos e-mails é a nossa vida cotidiana, novidades, troca de fotos da família e planos de um dia nos encontrarmos pessoalmente. Eu escrevo em português e ela escreve em espanhol. Estou adorando.
Checo a caixa postal, ansiosa por notícias. Está certo que as cartas digitais são mais práticas do que as físicas, chegam mais rápido e quando se erra não é necessário jogar fora tudo o que foi escrito. É a tal da tecnologia encurtando distâncias. Mas escrever ainda não é a minha praia. Sou tagarela, meu negócio é falar, olho no olho. Quem sabe um dia, na Espanha?
Checo a caixa postal, ansiosa por notícias. Está certo que as cartas digitais são mais práticas do que as físicas, chegam mais rápido e quando se erra não é necessário jogar fora tudo o que foi escrito. É a tal da tecnologia encurtando distâncias. Mas escrever ainda não é a minha praia. Sou tagarela, meu negócio é falar, olho no olho. Quem sabe um dia, na Espanha?
Saturday, August 30, 2008
A designer e o piadista
Nos dias de hoje, tudo é mensurável. Há indicadores, estatísticas, números e mais números para analisar tudo. Você, é claro, deve estar balançando a cabeça afirmativamente. Está certo, o que seria de nós sem os números? Eu também sempre concordei com medições, afinal, não se pode confiar em conceitos subjetivos. Está tudo muito bem, até o dia em que o medido for você. Por mais que se concorde com os critérios e os números, sempre fica aquela sensação de que você está sendo injustiçado.
Testes e provas são bons exemplos. Como é possível reduzir todo o meu conhecimento em um simples número? E pior do que isto, comparar-me a outras pessoas desta maneira. Você é um 680, igualzinho àquele outro ali, também 680. Ou então, este 690 é melhor do que você.
A primeira reação é tentar explicar ao avaliador que o que se faz vai além de números. Aliás, tenta-se convencê-lo de que o que se faz é imensurável. Chega-se ao ridículo de comparar o resultado do mortal esforço a gênios da arte: é possível ranquear Michelangelo, Camões e Beethoven? Depois, a revolta toma conta: ah, é assim? Então não faço mais nada além do que medirem os números! Voltando a correr sangue mais frio nas veias, começa-se a perceber (cair a ficha deveria sair de moda de vez) o quão medíocre é o objeto da medição.
Por que é tão difícil analisar o próprio umbigo? Ter uma visão imparcial de nós mesmos é bastante raro. Ou há uma super valorização, por proteção ou auto-piedade ou egocentrismo ou outro motivo qualquer. Ou há uma desvalorização que chega a ser humilhante, vergonhosa, colocamo-nos como o pior dos piores. Seja como for, sempre exageramos quando o assunto se trata de nós mesmos.
Tenho uma amiga designer (dizááááááiner) que encontro quase que semanalmente (e não sou eu essa minha amiga) e, entre uma conversa e outra, ela contava o quão difícil estava sendo fazer um trabalho para a faculdade. Terminado o desafio, curiosa que sou, pedi que ela me mostrasse o tal trabalho, mas ela negou. Só depois de muito implorar e insistir consegui, quase que secretamente, ver o resultado final de semanas e semanas do esforço da minha amiga. Claro que não ficou a obra-prima do design mas estava digno de ser mostrado na intimidade de uma roda de amigos. Era, no mínimo, admirável.
Por outro lado, conheço um cara (que também não sou eu) que se avalia com um exímio contador de piadas. Seja qual for o assunto, ele consegue relacionar a uma piada, contá-la e depois contar um evento em que ele fez o maior sucesso contando a mesma piada. Tudo bem, ele sabe contar piada, mas ninguém precisa concordar com a sua auto-avaliação. E se você disser que achou a piada fraca está passível de a amizade se reduzir a meras relações diplomáticas.
Um candidato a fazer MBA (agora sim, sou eu) que tenha 680 de GMAT deveria estar satisfeito? Estar 680 ou ser 680? Eis a questão! O fato é que eu sei bem o trabalho que 680 dá e, portanto valorizo bastante. Mas só deus sabe se eu consigo aumentar esse número, porque ele ainda está medíocre para os padrões dos meus avaliadores.
Bom, ainda tenho mais uma chance. A última. Talvez, como meu bom amigo piadista, eu tenha valorizado demais meus 680, mas vou precisar de muita humildade de design para conseguir estudar mais um mês. Será que dá?
Testes e provas são bons exemplos. Como é possível reduzir todo o meu conhecimento em um simples número? E pior do que isto, comparar-me a outras pessoas desta maneira. Você é um 680, igualzinho àquele outro ali, também 680. Ou então, este 690 é melhor do que você.
A primeira reação é tentar explicar ao avaliador que o que se faz vai além de números. Aliás, tenta-se convencê-lo de que o que se faz é imensurável. Chega-se ao ridículo de comparar o resultado do mortal esforço a gênios da arte: é possível ranquear Michelangelo, Camões e Beethoven? Depois, a revolta toma conta: ah, é assim? Então não faço mais nada além do que medirem os números! Voltando a correr sangue mais frio nas veias, começa-se a perceber (cair a ficha deveria sair de moda de vez) o quão medíocre é o objeto da medição.
Por que é tão difícil analisar o próprio umbigo? Ter uma visão imparcial de nós mesmos é bastante raro. Ou há uma super valorização, por proteção ou auto-piedade ou egocentrismo ou outro motivo qualquer. Ou há uma desvalorização que chega a ser humilhante, vergonhosa, colocamo-nos como o pior dos piores. Seja como for, sempre exageramos quando o assunto se trata de nós mesmos.
Tenho uma amiga designer (dizááááááiner) que encontro quase que semanalmente (e não sou eu essa minha amiga) e, entre uma conversa e outra, ela contava o quão difícil estava sendo fazer um trabalho para a faculdade. Terminado o desafio, curiosa que sou, pedi que ela me mostrasse o tal trabalho, mas ela negou. Só depois de muito implorar e insistir consegui, quase que secretamente, ver o resultado final de semanas e semanas do esforço da minha amiga. Claro que não ficou a obra-prima do design mas estava digno de ser mostrado na intimidade de uma roda de amigos. Era, no mínimo, admirável.
Por outro lado, conheço um cara (que também não sou eu) que se avalia com um exímio contador de piadas. Seja qual for o assunto, ele consegue relacionar a uma piada, contá-la e depois contar um evento em que ele fez o maior sucesso contando a mesma piada. Tudo bem, ele sabe contar piada, mas ninguém precisa concordar com a sua auto-avaliação. E se você disser que achou a piada fraca está passível de a amizade se reduzir a meras relações diplomáticas.
Um candidato a fazer MBA (agora sim, sou eu) que tenha 680 de GMAT deveria estar satisfeito? Estar 680 ou ser 680? Eis a questão! O fato é que eu sei bem o trabalho que 680 dá e, portanto valorizo bastante. Mas só deus sabe se eu consigo aumentar esse número, porque ele ainda está medíocre para os padrões dos meus avaliadores.
Bom, ainda tenho mais uma chance. A última. Talvez, como meu bom amigo piadista, eu tenha valorizado demais meus 680, mas vou precisar de muita humildade de design para conseguir estudar mais um mês. Será que dá?
Sunday, August 17, 2008
Fim de semana perfeito
Pode-se considerar este um fim de semana perfeito. Festa sensacional na sexta, concerto espetacular seguido de bom jantar com amigos no sábado e reunião de família no domingo.
Almoço de aniversário da minha avó sempre tem comilança. Ou melhor, só tem comilança. No programa de hoje tinha churrascaria, é claro, e café da tarde com mais coisas para comer na casa dela. Um verdadeiro exagero. Mas acho que a comida está entre os maiores prazeres da minha família. Sem exceções, todos adoram comida boa e farta. Em geral, o resultado acaba sendo um piriri generalizado.
Se bem que o meu piriri pode ter outra origem: as poucas horas de sono de sexta para sábado. No entanto, valeu a pena. Foi sem dúvida uma das melhores festas. Está certo que tive que contar com a excelente rede de relacionamento de um amigo recente, a quem serei eternamente grata pela oportunidade de ter me colocado na lista de uma festa tão legal. Open bar, música boa, pessoas interessantes. “De zero a dez, dez”.
Carmina Burana na Sala São Paulo, com a OSESP também foi dez. Eu juro que não costumo ser tão generosa assim nas minhas avaliações. Pelo contrário, quem me conhece sabe que minha régua é um pouco alta. Mas não é a toa que escrevi no começo que pode-se considerar um fim de semana perfeito. Depois da festa de sexta, Carmina Burana tornou-se um hino.
Almoço de aniversário da minha avó sempre tem comilança. Ou melhor, só tem comilança. No programa de hoje tinha churrascaria, é claro, e café da tarde com mais coisas para comer na casa dela. Um verdadeiro exagero. Mas acho que a comida está entre os maiores prazeres da minha família. Sem exceções, todos adoram comida boa e farta. Em geral, o resultado acaba sendo um piriri generalizado.
Se bem que o meu piriri pode ter outra origem: as poucas horas de sono de sexta para sábado. No entanto, valeu a pena. Foi sem dúvida uma das melhores festas. Está certo que tive que contar com a excelente rede de relacionamento de um amigo recente, a quem serei eternamente grata pela oportunidade de ter me colocado na lista de uma festa tão legal. Open bar, música boa, pessoas interessantes. “De zero a dez, dez”.
Carmina Burana na Sala São Paulo, com a OSESP também foi dez. Eu juro que não costumo ser tão generosa assim nas minhas avaliações. Pelo contrário, quem me conhece sabe que minha régua é um pouco alta. Mas não é a toa que escrevi no começo que pode-se considerar um fim de semana perfeito. Depois da festa de sexta, Carmina Burana tornou-se um hino.
Saturday, August 9, 2008
Que venham as novidades!
Família é um caso sério. Como todo mundo tem, não vou perder meu tempo aqui com reflexões sobre esse assunto. Mas talvez esse blog me ajude a colocar a fofoca em dia com a família, já que a distância atrapalha um pouco.
Eis as novidades:
Eis as novidades:
- Férias 1: Du está em Peruíbe.
- Férias 2: Katia e Douglas vão passar uns dias de férias na Espanha.
- Férias 3: Manoelita e Blás chegam dia 24.
- Férias 4: tive de tirar férias forçadas para estudar mais para o GMAT. Os 680 pontos que fiz ainda não são suficientes.
- Aquisição: a Nena comprou uma televisão bem legal.
- Disco riscado: minha avó não fala em outra coisa a não ser no rato que fazia estragos lá no sítio.
- Obtuário: o rato morreu e a D. Esperança desinfetou a casa inteira.
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